Zanoni – Edward Bulwer-Lytton

 

Zanoni é um romance ocultista e de fantasia, escrito por Edward Bulwer-Lytton, que esteve ligado à misteriosa tradição da Ordem Rosacruz no séc. XIX. Em Nápoles, um homem imortal – Zanoni – e com um alto grau de consciência, debate-se com a possibilidade de perder os seus poderes espirituais e a sua própria imortalidade caso se entregue à mulher que ama, Viola Pisani. A história reflecte algumas questões relacionadas com a alma e a busca do ideal espiritual, ao se abdicar das paixões e da ilusão.

 

 

 

Mas o seu amor, do mesmo modo que a sua ambição, eram vagos e mutáveis. Não satisfazia plenamente o seu coração, mas deixava antes um vazio na sua existência, não porque carecesse de fortes e nobres paixões, mas porque a sua mente não estava ainda suficientemente preparada  nem bastante assente para o desenvolvimento dessas paixões que nele brotavam.

 

(…) Glyndon não tinha ainda conhecido suficientemente a tristeza, para poder amar profundamente. Pois, para que o homem possa compreender todo o valor das coisas grandes da vida, é preciso que tenha sofrido desenganos nas que são pequenas.

 

Quem quiser ser iniciado, deve, já como neófito, ser livre de todo o afecto ou desejo que o ligue ao mundo. Não lhe é permitido amar mulher alguma. Deve estar livre da avareza e da ambição, livre de toda a ilusão, até da que inspira a arte ou a esperança de um nome ilustre.

(…) o seu primeiro cuidado deve ser afastar de si todos os pensamentos, sentimentos e simpatias que possa sentir pelos outros. A base fundamental da ciência é saber dominar-se e não viver senão para o estudo, e este estudo deve ser, por agora, somente o seu mundo.

 

Se a felicidade existe (…) deve encontrar-se no EU que é livre de toda e qualquer paixão. Porém, a felicidade é o último estado do ser, e você encontra-se, agora, apenas no umbral do primeiro degrau da escada que para lá conduz.

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