Bem-vindos a Joyland – Stephen King

 

Devin Jones é um jovem estudante universitário que, após ficar com o coração partido pela namorada Wendy, decide passar as suas férias de verão a trabalhar no parque de diversões Joyland.

Durante esse tempo vários eventos e pessoas irão transformar a sua vida, começando por Mike, a criança doente que Devin ajuda a aproveitar os seus últimos momentos e que lhe concede preciosas lições de como lidar com a dor e com a iminência da morte.

Ao mesmo tempo, Devin depara-se com o mistério de um homicídio que assombra Joyland, e juntamente com os seus colegas irá reunir todos os esforços para o desvendar.

“Bem-vindos a Joyland” tanto confere características de um policial de como uma história de terror, e é isso que torna viciante a sua leitura.

 

Eu também não sabia o que fazer, mas senti que tinha que tentar alguma coisa. Dirigi-me para a fila de crianças com as patas superiores erguidas e a balançar o rabo como um louco (não podia ver, mas podia sentir). E quando as duas ou três primeiras me viram e apontaram par mim, tive um rasgo de inspiração. Foi a música.

 

Houve uma expressão de surpresa no seu rosto? Não sei dizer. Quando percebi que havia alguma coisa errada, tudo o que consegui ver foi o seu chapecão desbotado e sujo de graxa quando a cabeça dele tombou entre os joelhos.

 

Então percebi. Mesmo antes de os seus ombros se curvarem e de os soluços começarem, percebi. Não era medo de que eu o enfiasse nalguma  diversão super-rápida e que a explosão de adrenalina o matasse. Não era medo de que algum estranho lhe roubasse o coração danificado que ela tanto amava. Era uma espécie de crença atávica – a crença de uma mãe – de que se nunca começassem a fazer certas últimas coisas, a vida continuaria normalmente: batidos de manhã na ponta do passadiço, tardes a lançar o papagaio no fim do passadiço, tudo isso numa espécie de verão eterno.

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